PEC da blindagem enfrenta resistência no Senado
A PEC da blindagem encontra forte resistência no Senado Federal depois de passar pela Câmara dos Deputados. O senador Omar Aziz (PSD) afirmou que o Senado rejeitará a proposta. Segundo informações do Portal BNC Amazonas, ele disse: “O Senado vai enterrar essa PEC”.
CCJ do Senado promete rejeitar a proposta
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será a primeira a analisar a PEC. O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou que pretende colocar a proposta em votação na próxima quarta-feira (24) para “sepultá-la de vez”. Para ele, a medida “tem que ser enterrada no Senado”.
Durante entrevista ao programa Conexão da GloboNews, Otto Alencar chamou a PEC de “desrespeito ao voto popular” e reforçou que o Senado deve rejeitá-la. O site oficial da Casa confirmou que a proposta seguirá o rito regimental, começando pela CCJ.
PSD lidera oposição
Omar Aziz tem força política para barrar a PEC. Líder do PSD, ele comanda a maior bancada do Senado, com 15 parlamentares. O partido também preside a CCJ, o que aumenta a pressão contra a proposta.
A resistência do PSD representa um grande obstáculo para a PEC. Caso consiga passar pela CCJ, o texto seguirá para o Plenário, onde precisa de 49 votos (três quintos) em dois turnos. Se o Senado alterar o conteúdo, a proposta volta para a Câmara. Sem o quórum necessário, será arquivada.
A bancada do Amazonas também já se posicionou. Os três senadores do estado — Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB) — anunciaram voto contrário.
O que diz a proposta
A PEC da blindagem amplia as prerrogativas de deputados e senadores. O texto prevê que apenas as Casas Legislativas podem autorizar processos criminais contra parlamentares. Além disso, permite que deputados e senadores barrem a prisão de colegas.
Segundo a Agência Brasil, a Câmara aprovou a medida com 344 votos a favor e 133 contra. Os deputados também decidiram rejeitar o voto secreto no Senado, o que garante votação aberta em até 90 dias.
A proposta provocou polêmica por ampliar imunidades parlamentares em meio a uma crise política. Críticos alertam que a medida favorece a impunidade e dificulta investigações contra políticos envolvidos em crimes.
Chances de aprovação
A resistência aberta de lideranças como Omar Aziz e Otto Alencar indica que a PEC dificilmente avançará. O Senado deve se tornar a principal barreira para a aprovação da proposta.
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Fonte: BNC Amazonas

