O deputado federal Amon Mandel (Cidadania) formalizou denúncia contra a construção de um novo aterro sanitário em Manaus, a menos de 100 metros de residências no bairro Lago Azul. De acordo com o parlamentar, moradores da rua Rio Umari, na zona norte da capital, receberam apenas a cerca de arame farpado como aviso prévio sobre as obras. As famílias convivem com a incerteza desde julho, quando a Prefeitura de Manaus iniciou os trabalhos sem qualquer processo de consulta pública.
Ação Judicial e Fiscalização
Mandel acionou o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para investigar a legalidade do empreendimento. O parlamentar afirmou que também levará o caso à Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, com pedido de visita técnica in loco. Esta medida busca apurar as condições de instalação do aterro e seus possíveis impactos ambientais e sociais.
Os residentes descrevem a nova unidade como uma extensão do antigo lixão da cidade. Eles manifestam preocupação com os riscos à saúde e ao meio ambiente. A falta de diálogo por parte da prefeitura intensificou o clima de apreensão na comunidade. Consequentemente, as famílias enfrentam incertezas sobre seu futuro na localidade.
Próximos Passos e Investigação
As autoridades fiscalizadoras agora analisam a documentação e os procedimentos adotados pela prefeitura. O caso ganhará dimensão nacional através da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. A prefeitura mantém a previsão de que o aterro entre em operação ainda este ano, mas as denúncias podem alterar este cronograma.
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Fonte e Foto: BNC Amazonas

