Políticas de proteção ambiental no Amazonas: legado de desmonte e desafios atuais

Políticas de proteção ambiental no Amazonas: legado de desmonte e desafios atuais

Amazonas Meio Ambiente

O Amazonas, detentor da maior extensão de áreas protegidas do Brasil, ainda enfrenta os reflexos do desmonte das políticas de proteção ambiental promovido durante o governo Bolsonaro. Apesar de abrigar um patrimônio socioambiental globalmente relevante, o estado sofre com a perpetuação de conflitos fundiários e pressões sobre territórios indígenas e unidades de conservação. As informações foram inicialmente divulgadas pelo BNC Amazonas.

Panorama das Áreas Protegidas

O estado mantém impressionantes 30,21% de seu território sob proteção formal, equivalente a 47,2 milhões de hectares distribuídos em Unidades de Conservação federais (16,96%), estaduais (12,05%) e municipais (1,19%). Paralelamente, 164 Terras Indígenas somam mais de 53,7 milhões de hectares, essenciais para a sobrevivência cultural e material de 61 povos originários.

Entretanto, este vasto sistema de proteção enfrenta desafios históricos que se intensificaram recentemente. De acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA), o desmatamento em Terras Indígenas amazônicas aumentou 138% durante o governo anterior, reflexo do enfraquecimento dos órgãos fiscalizadores.

Legado do Desmonte Ambiental

Durante o mandato de Jair Bolsonaro, o Amazonas testemunhou o esvaziamento sistemático de instituições ambientais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) sofreu redução de 41% no orçamento para fiscalização, enquanto o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) perdeu 29% de seus servidores.

Como resultado, os conflitos fundiários se intensificaram. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, os conflitos no campo no Amazonas aumentaram 47% entre 2019 e 2022. Consequentemente, comunidades tradicionais e indígenas enfrentam pressões crescentes de grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros.

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar dos avanços recentes na reconstrução das políticas ambientais federais, o legado de desmonte ainda impacta a capacidade de proteção do território amazonense. Atualmente, o estado busca recompor suas equipes de fiscalização e reativar programas de monitoramento ambiental.

Especialistas alertam que a recuperação completa do sistema de proteção demandará anos de investimentos consistentes e fortalecimento institucional. Enquanto isso, as políticas de proteção ambiental no Amazonas continuam vulneráveis às pressões do avanço predatório sobre a floresta.

Fonte: BNC Amazonas

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